terça-feira, 10 de abril de 2012

Abraço, José Luís Peixoto

A infância, o Alentejo, o amor, a escrita, a leitura, as viagens, as tatuagens, a vida. Através de uma imensa diversidade de temas e registos, José Luís Peixoto escreve sobre si próprio com invulgar desassombro. Esse intimismo, rente à pele, nunca se esquece do leitor, abraçando-o, levando-o por um caminho que passa pela ternura mais pungente, pelo sorriso franco e por aquela sabedoria que se alcança com o tempo e a reflexão. Este é um livro de milagre e de lucidez. Para muitos, a confirmação. Para outros, o acesso ao mundo de um dos autores portugueses mais marcantes das últimas décadas.

domingo, 28 de agosto de 2011

O Amor nos Tempos de Cólera


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A história de Florentino Ariza e Fermina Daza. «O Amor nos Tempos de Cólera é um romance (...) onde se fundem o fulgor imagístico, o difícil triunfo do amor, as aventuras e desventuras da própria felicidade humana (...) Ao longo dum flash-back de quatrocentas páginas vertiginosas, compostas numa espécie de pauta estilística e musical, da qual não estão sequer ausentes o humor, a poesia e a vertigem das imagens (...) o leitor recupera o ritmo encantatório duma escrita que não tem conhecido imitadores à altura.»

O Lobo das Estepes


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Harry Haller é uma figura triste e solitária, um intelectual eremita a quem a vida não traz nenhuma alegria. Luta para reconciliar o lobo selvagem primitivo e o homem racional que nele coexistem, sem se render aos valores burgueses que despreza. A sua existência muda dramaticamente quando encontra uma mulher que é o seu oposto, a despreocupada e artificial Hermine. A lenda do Lobo das Estepes culmina no surreal Teatro Mágico – Só Para Loucos!
O Lobo das Estepes é o livro mais conhecido e mais autobiográfico de Hesse. Com a sua mistura de misticismo oriental e cultura ocidental, é uma das mais poéticas evocações da literatura sobre a caminhada de uma alma para a sua libertação. Apesar de já ter sido publicado há bastantes anos, a sua sabedoria continua a falar-nos à alma e torna-o num clássico da literatura moderna.

Memórias de Adriano


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Memórias de Adriano tem a forma de uma longa carta dirigida pelo velho imperador, já minado pela doença, ao jovem Marco Aurélio, que deve suceder-lhe no trono de Roma (século II d.C.). Pouco a pouco, através deste serena confissão ficamos a conhecer os episódios decisivos da vida deste homem notável. Vencedor do prémio Femina Varesco. Este romance é seguramente um dos mais importantes de Marguerite Yourcenar e uma das obras de referência da literatura contemporânea.

Adeus, Princesa


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"Começarei assim por mencionar Clara Pinto Correia, cujo "Adeus Princesa" é um dos livros notáveis de 1985."

Gente feliz com lágrimas


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Uma saga que irresistivelmente arrasta o leitor ao longo de cinco mundos, vividos e pensados através da obsessiva busca da felicidade que move os seus protagonistas. Concebida polifonicamente como a descrição dos vários modos de viver a amargura que medeia entre o abandono da terra e o retorno ao domínio do que é familiar, esta peregrinação possível em tempos de escassez de aventura é a definitiva lição de que o regresso se não limita a perfazer o círculo e constitui uma visão fascinante do Portugal que todos, de uma maneira ou de outra, conhecemos

O Colete de Forças / The Star Rover - The Jacket


Disponível em inglês aqui

Inspirado pelo relato verídico de um ex-detento da penitenciária de San Quentin, o livro versa sobre um prisioneiro do começo do século vinte que aprende um meio para escapar à tortura da camisa de força a que era constantemente submetido. Através de técnicas de auto-hipnose, concentração mental e extremo domínio da vontade, ele consegue produzir o fenômeno que os parapsicólogos chamam de "desdobramento" e que, na linguagem mística, é conhecido por "viagem astral". Ao entrar nesse estado de consciência, ele não apenas supera a dor física, como também alcança uma outra dimensão: a viagem às suas vidas passadas, às suas encarnações anteriores.

Eva Luna


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"Chamo-me Eva, que quer dizer vida, segundo um livro que a minha mãe consultou para escolher o meu nome...O meu pai, um índio de olhos amarelos, oriundo do lugar onde se juntam cem rios, cheirava a bosque e nunca olhava o céu de frente...Consuelo, a minha mãe, passou a infância numa região encantada, onde durante séculos os aventureiros têm procurado a cidade de ouro puro..."

Tender is the night / Terna é a noite


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«Terna é a noite», unanimemente considerado o melhor romance de F. Scott Fitzgerald, igualmente autor de «The Great Gatsby» (disponível na BECRE em língua inglesa), é o primeiro volume da colecção «Não Nobel», lançada pelo jornal Público, um conjunto de livros de autores que, por variadíssimas razões - e nem sempre plenamente justificáveis - nunca ganharam a maior distinção mundial para a produção literária. Pertencendo a uma geração de escritores norte-americanos apelidada de «perdida», Scott Fitzgerald escreveu tão intensamente quanto viveu a sua vida e a sua relação tempestuosa com Zelda Fitzgerald, a sua esposa.

A Leste do Paraíso


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Balançando entre o tom autobiográfico e o bíblico, John Steinbeck conta-nos, em A Leste do Paraíso, a história de duas famílias, os Hamilton e os Trask, na região de Salinas (terra natal do escritor), desde os finais do século XIX até 1918.

O livro é um hino humanista à força de vontade do homem, preconizada na palavra hebraica timshel (tu podes), contra os poderes do destino e do sangue.

É também uma das maiores e mais belas homenagens que um neto pode fazer a um avô: John Steinbeck descende dos Hamilton pelo lado materno e a uma das grandes personagens do livro é o avô dele - Samuel Hamilton - mistura de profeta, Abraão e deus. E grande consciência moral do livro.

O vale de Salinas ganha vida na escrita de Steinbeck mas é na criação de personagens que o autor se destaca. Com uma simples pincelada consegue criar pessoas que permanecem na memória do leitor para sempre. Para além de Sam Hamilton, temos, entre outros, Tom e Olive Hamilton (mãe de Steinbeck), Adam Trask, o chinês Lee e, claro, Cathy (Kate) Ames, porque não há paraíso sem haver uma serpente.

Com uma escrita simples e fluída, A Leste do Paraíso ensina-nos que a alma humana é multifacetada e complexa, um mistério profundo e insondável, capaz das maiores vilezas mas também dos gestos mais nobres. O que faz a diferença é o livre arbítrio. É ele que eleva o Homem à categoria dos deu

O Meu Pé De Laranja Lima


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O leitor vai-se encontrar com a história comovente do menino Zezé, de seis anos, garoto pobre, inteligente, sensível e carente. Carente de um afeto que não encontra na família, o endiabrado garoto sai pelas ruas fazendo mil travessuras...

Madame Curie


Disponível em português aqui

Nasceu na actual capital da Polónia, em Varsóvia, a 7 de Novembro de 1867, altura em que a mesma fazia parte do Império Russo. Com o auxílio financeiro de sua irmã mudou-se já na juventude para Paris.

Licenciou-se em primeiro lugar em Ciências Matemáticas e Física, na Sorbonne. Foi a primeira mulher a lecionar neste prestigiado estabelecimento de ensino.

Casou-se em 1895 com Pierre Curie, professor de Física, tendo então adoptado o nome de Marie Curie. Em 1896, Henri Becquerel incentivou-a a estudar as radiações, por ele descobertas, emitidas pelos sais de urânio. Juntamente com o seu marido, Marie começou, então, a estudar os materiais que produziam esta radiação, procurando novos elementos que, segundo a hipótese que os dois defendiam, deveriam existir em determinados minérios como a pechblenda (que tinha a curiosa característica de emitir mais radiação que o urânio que dela era extraído). Efetivamente, em 1898 deduziram essa explicação: haveria, com certeza, na pechblenda, algum componente que libertava mais energia que o urânio; em 26 de Dezembro desse ano, Marie Curie anunciava a descoberta dessa nova substância à Academia de Ciências de Paris.

Após vários anos de trabalho constante, através da concentração de várias classes de pechblenda, isolaram dois novos elementos químicos. O primeiro foi nomeado Polónio, em homenagem à sua terra Natal, e o outro Rádio, devido à sua intensa radiação, do qual conseguiram obter em 1902 0,1 g.

Marie Curie (1867 - 1934)
Única pessoa a receber 2 prémios Nobel em áreas científicas
Posteriormente partindo de oito toneladas de pechblenda, obtiveram mais 1 g de sal de Rádio. Nunca patentearam o processo de obtenção desenvolvido. Os termos radioactivo e radioactividade foram inventados pelo casal para caracterizar a energia liberada espontaneamente por este novo elemento químico.
Com Pierre Curie e Antoine Henri Becquerel, recebeu o Prémio Nobel da Física, em 1903 "em reconhecimento pelos extraordinários serviços obtidos em suas investigações conjuntas sobre os fenómenos da radiação, descoberta por Henri Becquerel". Foi a primeira mulher a receber tal prémio.

Oito anos depois recebeu o prémio Nobel da Química em 1911 «em reconhecimento pelos seus serviços para o avanço da química, pela descoberta dos elementos rádio e polónio, o isolamento do rádio e o estudo da natureza dos compostos deste elemento». Com uma atitude desinteressada, não patenteou o processo de isolamento do rádio, permitindo a investigação das propriedades deste elemento por toda a comunidade científica.

O prémio Nobel da Química foi-lhe atribuído no mesmo ano em que a Academia de Ciências de Paris a rejeitou para sócia, após uma votação ganha por Edouard Branly, tendo perdido a admissão apenas por um voto.

Foi a primeira pessoa a receber dois Prémios Nobel em campos diferentes. A única outra pessoa, até hoje, foi Linus Pauling.
No entanto, Marie Curie foi a única pessoa a receber dois prémios Nobel em áreas científicas.
Em 1906, sucedeu ao seu marido na cadeira de Física Geral, na Sorbonne.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Curie propôs o uso da radiografia móvel para o tratamento de soldados feridos. Em 1921 visitou os Estados Unidos, onde foi recebida triunfalmente. O motivo da viagem era arrecadar fundos para a pesquisa. Nos seus últimos anos foi assediada por muitos físicos e produtores de cosméticos, que usavam material radioativo sem precauções.

Foi ainda a fundadora do Instituto do Rádio, em Paris, onde se formaram cientistas de importância reconhecida. Em 1922 tornou-se membro associado livre da Academia de Medicina.

Marie Curie morreu perto de Salanches, França, em 1934 de leucemia, devido, seguramente, à exposição maciça a radiações durante o seu trabalho. A sua filha mais velha, Irène Joliot-Curie, recebeu pela mãe o segundo Prémio Nobel da Química, em 1935, que lhe foi atribuído no ano seguinte à sua morte.

O seu livro "Radioactivité" (escrito ao longo de vários anos), publicado a título póstumo, é considerado um dos documentos fundadores dos estudos relacionados com a Radioactividade clássica.

Em 1995 seus restos mortais foram transladados para o Panteão de Paris, tornando-se a primeira mulher a ser sepultada neste local.

A sua filha, Éve Curie, escreveu a mais famosa das biografias da cientista, que foi amplamente traduzida em vários idiomas. Em Portugal, é editada pela editora "Livros do Brasil". Esta obra deu origem ao argumento de um filme de 1943: "Madame Curie", realizado por Mervyn LeRoy e com Greer Garson no papel de Marie.

Foram também feitos dois telefilmes sobre a sua vida: "Marie Curie: More Than Meets the Eye" (1997) e "Marie Curie - Une certaine jeune fille" (1965), além de uma mini-série francesa, "Marie Curie, une femme honorable" (1991).

O elemento 96 da tabela periódica, o Cúrio, símbolo Cm foi baptizado em honra do Casal Curie.