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Balançando entre o tom autobiográfico e o bíblico, John Steinbeck conta-nos, em A Leste do Paraíso, a história de duas famílias, os Hamilton e os Trask, na região de Salinas (terra natal do escritor), desde os finais do século XIX até 1918.
O livro é um hino humanista à força de vontade do homem, preconizada na palavra hebraica timshel (tu podes), contra os poderes do destino e do sangue.
É também uma das maiores e mais belas homenagens que um neto pode fazer a um avô: John Steinbeck descende dos Hamilton pelo lado materno e a uma das grandes personagens do livro é o avô dele - Samuel Hamilton - mistura de profeta, Abraão e deus. E grande consciência moral do livro.
O vale de Salinas ganha vida na escrita de Steinbeck mas é na criação de personagens que o autor se destaca. Com uma simples pincelada consegue criar pessoas que permanecem na memória do leitor para sempre. Para além de Sam Hamilton, temos, entre outros, Tom e Olive Hamilton (mãe de Steinbeck), Adam Trask, o chinês Lee e, claro, Cathy (Kate) Ames, porque não há paraíso sem haver uma serpente.
Com uma escrita simples e fluída, A Leste do Paraíso ensina-nos que a alma humana é multifacetada e complexa, um mistério profundo e insondável, capaz das maiores vilezas mas também dos gestos mais nobres. O que faz a diferença é o livre arbítrio. É ele que eleva o Homem à categoria dos deu
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