domingo, 28 de agosto de 2011

O Amor nos Tempos de Cólera


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A história de Florentino Ariza e Fermina Daza. «O Amor nos Tempos de Cólera é um romance (...) onde se fundem o fulgor imagístico, o difícil triunfo do amor, as aventuras e desventuras da própria felicidade humana (...) Ao longo dum flash-back de quatrocentas páginas vertiginosas, compostas numa espécie de pauta estilística e musical, da qual não estão sequer ausentes o humor, a poesia e a vertigem das imagens (...) o leitor recupera o ritmo encantatório duma escrita que não tem conhecido imitadores à altura.»

O Lobo das Estepes


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Harry Haller é uma figura triste e solitária, um intelectual eremita a quem a vida não traz nenhuma alegria. Luta para reconciliar o lobo selvagem primitivo e o homem racional que nele coexistem, sem se render aos valores burgueses que despreza. A sua existência muda dramaticamente quando encontra uma mulher que é o seu oposto, a despreocupada e artificial Hermine. A lenda do Lobo das Estepes culmina no surreal Teatro Mágico – Só Para Loucos!
O Lobo das Estepes é o livro mais conhecido e mais autobiográfico de Hesse. Com a sua mistura de misticismo oriental e cultura ocidental, é uma das mais poéticas evocações da literatura sobre a caminhada de uma alma para a sua libertação. Apesar de já ter sido publicado há bastantes anos, a sua sabedoria continua a falar-nos à alma e torna-o num clássico da literatura moderna.

Memórias de Adriano


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Memórias de Adriano tem a forma de uma longa carta dirigida pelo velho imperador, já minado pela doença, ao jovem Marco Aurélio, que deve suceder-lhe no trono de Roma (século II d.C.). Pouco a pouco, através deste serena confissão ficamos a conhecer os episódios decisivos da vida deste homem notável. Vencedor do prémio Femina Varesco. Este romance é seguramente um dos mais importantes de Marguerite Yourcenar e uma das obras de referência da literatura contemporânea.

Adeus, Princesa


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"Começarei assim por mencionar Clara Pinto Correia, cujo "Adeus Princesa" é um dos livros notáveis de 1985."

Gente feliz com lágrimas


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Uma saga que irresistivelmente arrasta o leitor ao longo de cinco mundos, vividos e pensados através da obsessiva busca da felicidade que move os seus protagonistas. Concebida polifonicamente como a descrição dos vários modos de viver a amargura que medeia entre o abandono da terra e o retorno ao domínio do que é familiar, esta peregrinação possível em tempos de escassez de aventura é a definitiva lição de que o regresso se não limita a perfazer o círculo e constitui uma visão fascinante do Portugal que todos, de uma maneira ou de outra, conhecemos

O Colete de Forças / The Star Rover - The Jacket


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Inspirado pelo relato verídico de um ex-detento da penitenciária de San Quentin, o livro versa sobre um prisioneiro do começo do século vinte que aprende um meio para escapar à tortura da camisa de força a que era constantemente submetido. Através de técnicas de auto-hipnose, concentração mental e extremo domínio da vontade, ele consegue produzir o fenômeno que os parapsicólogos chamam de "desdobramento" e que, na linguagem mística, é conhecido por "viagem astral". Ao entrar nesse estado de consciência, ele não apenas supera a dor física, como também alcança uma outra dimensão: a viagem às suas vidas passadas, às suas encarnações anteriores.

Eva Luna


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"Chamo-me Eva, que quer dizer vida, segundo um livro que a minha mãe consultou para escolher o meu nome...O meu pai, um índio de olhos amarelos, oriundo do lugar onde se juntam cem rios, cheirava a bosque e nunca olhava o céu de frente...Consuelo, a minha mãe, passou a infância numa região encantada, onde durante séculos os aventureiros têm procurado a cidade de ouro puro..."

Tender is the night / Terna é a noite


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«Terna é a noite», unanimemente considerado o melhor romance de F. Scott Fitzgerald, igualmente autor de «The Great Gatsby» (disponível na BECRE em língua inglesa), é o primeiro volume da colecção «Não Nobel», lançada pelo jornal Público, um conjunto de livros de autores que, por variadíssimas razões - e nem sempre plenamente justificáveis - nunca ganharam a maior distinção mundial para a produção literária. Pertencendo a uma geração de escritores norte-americanos apelidada de «perdida», Scott Fitzgerald escreveu tão intensamente quanto viveu a sua vida e a sua relação tempestuosa com Zelda Fitzgerald, a sua esposa.

A Leste do Paraíso


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Balançando entre o tom autobiográfico e o bíblico, John Steinbeck conta-nos, em A Leste do Paraíso, a história de duas famílias, os Hamilton e os Trask, na região de Salinas (terra natal do escritor), desde os finais do século XIX até 1918.

O livro é um hino humanista à força de vontade do homem, preconizada na palavra hebraica timshel (tu podes), contra os poderes do destino e do sangue.

É também uma das maiores e mais belas homenagens que um neto pode fazer a um avô: John Steinbeck descende dos Hamilton pelo lado materno e a uma das grandes personagens do livro é o avô dele - Samuel Hamilton - mistura de profeta, Abraão e deus. E grande consciência moral do livro.

O vale de Salinas ganha vida na escrita de Steinbeck mas é na criação de personagens que o autor se destaca. Com uma simples pincelada consegue criar pessoas que permanecem na memória do leitor para sempre. Para além de Sam Hamilton, temos, entre outros, Tom e Olive Hamilton (mãe de Steinbeck), Adam Trask, o chinês Lee e, claro, Cathy (Kate) Ames, porque não há paraíso sem haver uma serpente.

Com uma escrita simples e fluída, A Leste do Paraíso ensina-nos que a alma humana é multifacetada e complexa, um mistério profundo e insondável, capaz das maiores vilezas mas também dos gestos mais nobres. O que faz a diferença é o livre arbítrio. É ele que eleva o Homem à categoria dos deu

O Meu Pé De Laranja Lima


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O leitor vai-se encontrar com a história comovente do menino Zezé, de seis anos, garoto pobre, inteligente, sensível e carente. Carente de um afeto que não encontra na família, o endiabrado garoto sai pelas ruas fazendo mil travessuras...

Madame Curie


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Nasceu na actual capital da Polónia, em Varsóvia, a 7 de Novembro de 1867, altura em que a mesma fazia parte do Império Russo. Com o auxílio financeiro de sua irmã mudou-se já na juventude para Paris.

Licenciou-se em primeiro lugar em Ciências Matemáticas e Física, na Sorbonne. Foi a primeira mulher a lecionar neste prestigiado estabelecimento de ensino.

Casou-se em 1895 com Pierre Curie, professor de Física, tendo então adoptado o nome de Marie Curie. Em 1896, Henri Becquerel incentivou-a a estudar as radiações, por ele descobertas, emitidas pelos sais de urânio. Juntamente com o seu marido, Marie começou, então, a estudar os materiais que produziam esta radiação, procurando novos elementos que, segundo a hipótese que os dois defendiam, deveriam existir em determinados minérios como a pechblenda (que tinha a curiosa característica de emitir mais radiação que o urânio que dela era extraído). Efetivamente, em 1898 deduziram essa explicação: haveria, com certeza, na pechblenda, algum componente que libertava mais energia que o urânio; em 26 de Dezembro desse ano, Marie Curie anunciava a descoberta dessa nova substância à Academia de Ciências de Paris.

Após vários anos de trabalho constante, através da concentração de várias classes de pechblenda, isolaram dois novos elementos químicos. O primeiro foi nomeado Polónio, em homenagem à sua terra Natal, e o outro Rádio, devido à sua intensa radiação, do qual conseguiram obter em 1902 0,1 g.

Marie Curie (1867 - 1934)
Única pessoa a receber 2 prémios Nobel em áreas científicas
Posteriormente partindo de oito toneladas de pechblenda, obtiveram mais 1 g de sal de Rádio. Nunca patentearam o processo de obtenção desenvolvido. Os termos radioactivo e radioactividade foram inventados pelo casal para caracterizar a energia liberada espontaneamente por este novo elemento químico.
Com Pierre Curie e Antoine Henri Becquerel, recebeu o Prémio Nobel da Física, em 1903 "em reconhecimento pelos extraordinários serviços obtidos em suas investigações conjuntas sobre os fenómenos da radiação, descoberta por Henri Becquerel". Foi a primeira mulher a receber tal prémio.

Oito anos depois recebeu o prémio Nobel da Química em 1911 «em reconhecimento pelos seus serviços para o avanço da química, pela descoberta dos elementos rádio e polónio, o isolamento do rádio e o estudo da natureza dos compostos deste elemento». Com uma atitude desinteressada, não patenteou o processo de isolamento do rádio, permitindo a investigação das propriedades deste elemento por toda a comunidade científica.

O prémio Nobel da Química foi-lhe atribuído no mesmo ano em que a Academia de Ciências de Paris a rejeitou para sócia, após uma votação ganha por Edouard Branly, tendo perdido a admissão apenas por um voto.

Foi a primeira pessoa a receber dois Prémios Nobel em campos diferentes. A única outra pessoa, até hoje, foi Linus Pauling.
No entanto, Marie Curie foi a única pessoa a receber dois prémios Nobel em áreas científicas.
Em 1906, sucedeu ao seu marido na cadeira de Física Geral, na Sorbonne.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Curie propôs o uso da radiografia móvel para o tratamento de soldados feridos. Em 1921 visitou os Estados Unidos, onde foi recebida triunfalmente. O motivo da viagem era arrecadar fundos para a pesquisa. Nos seus últimos anos foi assediada por muitos físicos e produtores de cosméticos, que usavam material radioativo sem precauções.

Foi ainda a fundadora do Instituto do Rádio, em Paris, onde se formaram cientistas de importância reconhecida. Em 1922 tornou-se membro associado livre da Academia de Medicina.

Marie Curie morreu perto de Salanches, França, em 1934 de leucemia, devido, seguramente, à exposição maciça a radiações durante o seu trabalho. A sua filha mais velha, Irène Joliot-Curie, recebeu pela mãe o segundo Prémio Nobel da Química, em 1935, que lhe foi atribuído no ano seguinte à sua morte.

O seu livro "Radioactivité" (escrito ao longo de vários anos), publicado a título póstumo, é considerado um dos documentos fundadores dos estudos relacionados com a Radioactividade clássica.

Em 1995 seus restos mortais foram transladados para o Panteão de Paris, tornando-se a primeira mulher a ser sepultada neste local.

A sua filha, Éve Curie, escreveu a mais famosa das biografias da cientista, que foi amplamente traduzida em vários idiomas. Em Portugal, é editada pela editora "Livros do Brasil". Esta obra deu origem ao argumento de um filme de 1943: "Madame Curie", realizado por Mervyn LeRoy e com Greer Garson no papel de Marie.

Foram também feitos dois telefilmes sobre a sua vida: "Marie Curie: More Than Meets the Eye" (1997) e "Marie Curie - Une certaine jeune fille" (1965), além de uma mini-série francesa, "Marie Curie, une femme honorable" (1991).

O elemento 96 da tabela periódica, o Cúrio, símbolo Cm foi baptizado em honra do Casal Curie.

Agatha Christie: An Autobiography


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Os fatos mais notáveis da surpreendente carreira de Agatha Christie são muito bem conhecidos. A venda de seus livros só foi superada por Shakespeare e pela Bíblia. Filmes baseados em seus romances – como por exemplo, Assassinato no Expresso Oriente – bateram todos os recordes de bilheteria. Sua peça A Ratoeira, estreada em 1952, ainda hoje lota os teatros. Cada romance seu é presença obrigatória nas listas de best-sellers no mundo inteiro. Em 1971, todos esses feitos foram oficialmente reconhecidos, quando ela recebeu o título de Dame do Império Britânico. Contudo, nem mesmo todos esse sucesso levou-a a romper a privacidade quase absoluta que impôs à sua vida pessoal.

Aqui, enfim, ela narra a história de sua vida, sua infância feliz na pequena cidade de Torquay e no estrangeiro; os devaneios de sua mais remota vida amorosa; seu primeiro casamento com o coronel Christie, que atravessou a primeira guerra e permaneceu feliz até terminar com um desapontamento traumático, os primeiros passos de sua carreira de escritora e do espantoso crescimento de seu sucesso; seu extraordinário segundo casamento com o famoso arqueólogo Max Mallowan e o fascínio que essa nova profissão touxe para sua vida, suas casas e seus jardins, sua família – tudo está aqui.

“Estou satisfeita”, escreveu ao terminar este livro, “fiz o que queria fazer”. Pois, na verdade, essa é a história de alguém que fez exatamente o que queria fazer e o fez excepcionalmente bem.

Chronicles: v. 1


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Bob Dylan, pseudónimo de Robert Allen Zimmerman, nasceu em Duluth, no Minnesota, em 1941, no seio de uma família de proveniência russa e judaica. Começou a escrever poemas com dez anos de idade, e aprendeu sozinho a tocar piano e guitarra. No Outono de 1959 foi estudar na Universidade de Minnesota. O contacto com a grande cidade marcou-o profundamente. Foi então que começou a interessar-se pelas origens do rock and roll, e a ouvir intérpretes e criadores como Woody Guthrie. No ano seguinte, resolveu deixar a Universidade e seguir para Nova Iorque.
«Já tinha passado por muitas coisas e visto muitas outras. Mas agora o destino ia revelar-se. Senti que estava a olhar directamente para mim e para mais ninguém.» Assim se refere Dylan à intuição de que algo muito importante ia mudar na sua carreira como na sua vida. Através do seu olhar e do seu espírito profundamente disponível, podemos ver como era Greenwich Village, por volta de 1961, quando pela primeira vez chega a Nova Iorque. Cidade de mágicas possibilidades, era o lugar das festas fumarentas que se prolongavam pela noite fora, o sítio onde todos os dias despertavam novos talentos para a literatura e para a arte, o palco dos amores transitórios e das amizades inquebrantáveis.
Com a história das suas deslocações para New Orleans, para Woodstock, para o Minnesota e para o Oeste, este 1.º volume das Crónicas revela uma memória íntima e profundamente pessoal de uma época extraordinária, uma comovente descrição da vida, das pessoas e dos lugares que marcaram de forma indelével Dylan e a sua arte.

Broken Music: Memoirs / Sting: As Minhas Memórias


Disponível em português aqui

"Tendo passado a maior parte da minha vida a compor canções, a condensar as minhas ideias e emoções em pequenos versos em rima e a pô-los em música, nunca tinha pensado em escrever um livro. Mas, quando cheguei aos cinquenta anos, à idade da reflexão, senti-me atraído, pela primeira vez, a escrever longas passagens, que eram para mim tão estimulantes e intrigantes como qualquer canção que tivesse composto..."
Sting

Da Mão Para a Boca


Disponível em português

A narrativa autobiográfica que compõe este volume conta-nos a história do jovem escritor Paul Auster.
Num tom profundamente intimista e revelador, o autor abre-nos a porta para os anos da sua entrada na literatura e na vida, quando o que a mão escrevia servia para alimentar a boca. O relato comovente e divertido dessa época é assim, também, uma lúcida reflexão sobre o dinheiro e sobre o que significa não o ter. Dinheiro era o que Auster pretendia ao escrever, na época, textos tão diversos como peças de teatro, romances policiais e, até, um jogo de cartas baseado no baseball.

How to be good / Como ser bom / Como ser legal


Disponível em inglês, português (aqui) e brasileiro :-)

Movendo-se no universo a que já nos habituou, da classe média a viver, como ele, no norte de Londres, Hornby faz neste seu novo romance uma análise à sobrevivência de um casamento moderno. A personagem principal, um jornalista que assina uma crónica corrosiva onde diz mal de tudo e de todos e que tem por sugestivo título “O Homem Mais Furibundo de Holloway”, transforma-se da noite para o dia quando a sua mulher ameaça separar-se dele. A partir daí, David deixa para trás o seu cinismo e torna-se um homem diferente, bom e carinhoso. Essa transformação, relatada no livro pela mulher, é o centro desta “boa” história.
Opinião
Um belo dia, uma conversa ao telefone de Katie com o seu marido David, que começa pelo mais trivial dos assuntos, acaba com a manifestação da vontade de esta de pedir o divórcio. Depois de vários anos de vida em comum, com dois filhos pelo meio, Katie já não reconhece a pessoa com quem vive – um homem que se tornou sarcástico e azedo -, tem um amante e não acredita realmente que haja outra saída. No entanto, a firmeza da sua decisão rapidamente cai por terra e o casal entra numa fase de indecisão, em que cada um deles tenta perceber se o divórcio é realmente a melhor decisão e se as suas diferenças são irreconciliáveis.
Ouvir Kate dizer-lhe que queria o divórcio parece ter servido para despertar David de uma espécie de letargia. Há anos que trabalhava a partir de casa, escrevendo uma coluna para um jornal mas sempre com a secreta esperança de um dia conseguir terminar o seu livro e tornar-se num escritor reconhecido. David sofre também de frequentes problemas de dores nas costas e, numa dessas crises, decide contactar um curandeiro chamado Boas Notícias, que miraculosamente consegue tratá-lo. Esta invulgar personagem entra na vida da família e é o ponto de partida para David reconhecer a pessoa em que se tornou e começar a tentar empreender iniciativas que pensa poderem contribuir para fazer algo de bom pela sociedade e, ao mesmo, tempo torná-lo numa melhor pessoa. David tenta perceber como ser bom, e consequentemente, recuperar a sua estabilidade emocional.
O livro é narrado na primeira pessoa pela voz de Katie, num tom levemente humorístico que consegue, na maioria das vezes, disfarçar o tom algo pesado e deprimente que a história encerra. De facto, é uma questão pertinente, a de perceber o momento em que já não é possível voltar atrás num casamento. O divórcio pode não ser um drama, mas não é isso que acontece na maioria das vezes e normalmente deixa marcas na pessoa que o atravessa, feridas que normalmente saram mas que deixam sempre cicatriz. Pior ainda quando existem crianças pelo meio.
O início do livro leva-nos a pensar que a questão do divórcio será o tema central do mesmo e que iremos acompanhar as personagens principais numa viagem de descoberta de si próprias e de onde reside a sua felicidade. No entanto, a partir de determinado ponto, o livro foca-se essencialmente no estado da sociedade em que vivemos, no materialismo e consumismo e naquilo que podemos fazer para melhorar o estado das coisas. As iniciativas de David para se tornar uma melhor pessoa são algo extremadas, o que acaba por lhes conferir uma sensação de irrealidade. O desvio do foco da atenção dos problemas familiares para esta demanda por se tornar uma pessoa melhor diminuiu o meu interesse no livro. Apesar de achar o voluntariado um tema bastante actual, estava mais interessada na dinâmica familiar e não tenho a certeza que os dois focos principais deste livro tenham sido bem interligados. Outra coisa que não consegui foi ligar-me às personagens, por não me ter conseguido identificar com os seus problemas e dilemas.
De uma forma geral, é um livro que se lê muito bem, devido à prosa fluida e cativante, e que julgo poder interessar a leitores com vontade de ler sobre estas temáticas. Apesar de ter ficado um pouco desiludida com o desenrolar da história, espero ainda poder voltar a este autor. – Célia M.


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Com os Holandeses


Disponível em português aqui

«Sobre o clima, os costumes, as manhas, a bruteza, os vícios, a má comida... A lista começou com Júlio César, alongou-se no decorrer dos séculos, tem casos extremos como o do mal-agradecido Voltaire que, em vez de dar graças pelo refúgio oferecido, sintetizou venenosamente os Países Baixos em "Canards, canaux et canailles". Jesuíta e diplomata, António Vieira disse pior, mas diplomaticamente. De facto são muitos os críticos mordazes de um país em que outros só vêem campos de tulipas, moinhos a rodar serenamente, montes de queijo, diques, água, abundância de belas raparigas loiras e desempenadas. Assim, o optimista Ramalho Ortigão escreveu a suave aguarela que, para muitas gerações, funcionou como relato exemplar de um país exemplar. O meu caso difere.»

Outliers: The Story of Success


Disponível em português aqui

Neste seu espantoso novo livro, Malcolm Gladwell empreende uma viagem intelectual pelo mundo dos Outliers – os melhores e mais inteligentes, os mais famosos e mais bem sucedidos.
O autor coloca a questão: o que torna estas pessoas diferentes? A resposta que oferece é que damos demasiada atenção ao modo de ser dos bem sucedidos e ligamos pouco à sua proveniência, isto é, às ua cultura, família, geração e experiências idiossincráticas da sua educação. E, no desenvolvimento desta «tese», Gladwell ainda nos revela os segredos dos milionários do software, explica-nos porque os asiáticos são bons a matemática, o que é preciso para se ser um bom jogador de futebol e diz-nos ainda o que fez dos Beatles a maior banda de rock.

The Tipping Point


Disponível em português com o nome desencorajante de "A Chave do Sucesso": aqui

Por que é que a criminalidade em Nova Iorque caiu de repente em meados da década de 90? Como é que um escritor desconhecido acaba por se tornar um recorde de vendas? Por que é que o tabaco entre os adolescentes está fora de controlo, quando toda a gente sabe que fumar mata? O que é que faz com que programas de televisão como Rua Sésamo sejam tão eficazes a ensinar as crianças a ler? Neste livro brilhante e inovador, Malcolm Gladwell investiga porque é que grandes mudanças na sociedade acontecem tão de repente e tão inesperadamente. Ideias, comportamentos, mensagens e produtos muitas vezes espalham-se como surtos de uma doença contagiosa. Assim como uma única pessoa pode estar na origem de uma epidemia de gripe, também um cliente satisfeito consegue encher as mesas de um novo restaurante. Trata-se de epidemias sociais e o momento em que arrancam, quando atingem a massa crítica, é o «Ponto de Viragem». A Chave do Sucesso é uma aventura intelectual escrita com um entusiasmo contagioso pelo poder e alegria das ideias novas. Mas acima de tudo é um mapa rodoviário para a mudança, com uma mensagem profundamente esperançosa . uma pessoa imaginativa que coloque a alavanca no sítio certo pode mudar o mundo.

The longevity project


Disponível em inglês aqui

Ainda não encontrei tradução. Abaixo um breve resumo:

A afirmação é dos autores do mais longo estudo já feito sobre a relação entre personalidade e expectativa de vida, o "Longevity Project", da Universidade da Califórnia.
Durante 20 anos, Howard Friedman e Leslie Martin, professores de psicologia da universidade, estudaram os dados de 1.500 pessoas que participaram de uma pesquisa iniciada em 1921, por um psicólogo da Universidade Stanford.
Eles revisaram todos os dados sobre personalidade, estilo de vida, estado de saúde e causa de morte dessas pessoas. E separaram as características prevalentes entre os mais longevos.
Os resultados estão no livro "The Longevity Project: Surprising Discoveries for Health and Long Live from Landmark Eight-Decade Study" (ed. Penguim), que acaba de ser publicado nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil.
O livro derruba várias hipóteses sobre comportamentos que aumentariam a expectativa de vida.